sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Aulas Interativas: ELETIVA SOCIOLOGIA - TEXTO PARA TRABALHO EM GRUPO: PROJETOS DE TRANSVERSALIDADE

Aulas Interativas: ELETIVA SOCIOLOGIA - TEXTO PARA TRABALHO EM GRUPO: PROJETOS DE TRANSVERSALIDADE


1ª PARTE  -  RESUMO


A partir da pesquisa etinográfica, realizada por Teixeira, Sirena e Tiotônio (2008)¹, no bairro do Riachuelo, constatou-se a necessidade de se realizar nessa comunidade um trabalho de Educação Ambiental, a fim de conscientizá-la de que a maneira como tratamos o lixo, dentro e fora de casa, pode afetar negativa ou positivamente o bem estar de toda a nossa cidade.

Em função dessa constatação, nós, supostos professores da rede municipal do bairro, decidimos elaborar um projeto pedagógico, dentro do tema transversal de Meio Ambiente sugerido pelos PCNs para o ensino fundamental, com turmas de 8º ano, para que esses alunos se tornem multiplicadores de uma nova consciência em relação aos cuidados com o lixo doméstico,  levando a comunidade a : “Perceber-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente, identificando seus elementos e as interações entre eles, contribuindo ativamente para a melhoria do meio” (PCNs-Brasília:MEC/SEF,1998  432p. ), com o objetivo de contribuir de maneira positiva para o bem estar dessa comunidade,  da cidade e, por extensão, para a saúde ecológica de todo o nosso planeta, considerando “o meio ambiente em sua totalidade: em seus aspectos natural  e construído, tecnológicos e sociais” (econômico, político, histórico,  cultural, técnico, moral e estético) Tbilisi( 7997);

OBS: Por “ambiente” entende-se não apenas o entorno físico, mas também os aspectos sociais, culturais, econômicos e políticos inter-relacionados.

 

1. TEIXEIRA L.M.C., SIRENA M.L., TIOTÔNIO, Lixo doméstico e destinação final do lixo: Um estudo sobre o comportamento da comunidade do Riachuelo. Rio de Janeiro: Semana de Educação da UERJ, Novembro de 2008.

 

2ª PARTE - PROPOSTAS DE OFICINAS:

 

1ª OFICINA:

Fazer uma visita com a turma pelos arredores do bairro, no entorno da escola, para observar como o lixo é encontrado nas ruas, nas portas das residências e nos terrenos baldios. Aproveitar para entrevistar as pessoas que estão nesses ambientes, fazendo questões dentro do tema: se eles sabem o que pode ser classificado como lixo, se eles sabem quanto resíduo/lixo é gerado em suas residências. O que fazer com tanto lixo? Como podemos aproveitá-lo?  A coleta seletiva e a reciclagem são meios de aproveitar o lixo e de preservar o nosso meio ambiente? etc. Como tarefa complementar, observar sua vizinhança durante a semana seguinte e elaborar um relatório da visita ao bairro com essas observações.

 

 

2ª OFICINA:

Com base nos relatórios, os professores levarão para a 2ª oficina material teórico para ser discutido em sala de aula, pode ser em vídeos ou revistas e jornais dando esclarecimentos sobre o tratamento que deve ser dado ao lixo até chegar ao seu destino final. Com a turma dividida em grupos, discutirão sobre a visão teórica, confrontando-a com as experiências da visita ao bairro e das observações feitas durante aquela semana, socializando, assim o conteúdo de cada um. Ao final, cada grupo exporá para a turma suas conclusões.

 

 

3ª OFICINA:

Essa oficina poderá ser ou uma visita guiada, que é organizada pela COMLURB, para conhecer o aterro sanitário de Gramacho e saber o que realmente acontece com lixo que chega lá, ou poderemos convidar os funcionários da Comlurb para falar sobre a coleta seletiva (como separar o lixo no seu lugar certo).

 
4ª OFICINA:

Com todas as experiências e informações obtidas nas oficinas anteriores, os alunos deverão estar aptos a elaborar um plano de ação para interagir com a comunidade escolar e/ou comunidade do bairro.

 

Sugestões de ações:

-         Elaborar um panfleto esclarecendo à comunidade sobre as questões discutidas.

-         Os alunos farão uma pesquisa sobre o que podem fazer para aproveitar o lixo (trabalhando com sucata). Essa pesquisa será necessária para que eles estejam preparados para dar uma oficina para a comunidade.

-         Fazer uma gincana para coleta de material reciclável.

-         Será escolhido um dia para que os alunos mostrem tudo o que aprenderam, onde será feita uma exposição com vídeos, maquetes, murais, entre outros. A exposição será visitada pela comunidade e os alunos irão explicar o que se passa em cada parte da exposição.

 

 

3ª PARTE - AVALIAÇÃO

A avaliação poderá ser feita ao longo da realização de cada oficina.

- 1ª oficina: relatório

- 2ª oficina: participação nos debates de grupo e posterior apresentação de conclusões

- 3ª oficina: atitudes durante a visita ou palestra

- 4ª oficina: através dessa atividade, será possível perceber claramente quem realmente assimilou a importância de possuir atitudes corretas em relação ao seu lixo doméstico e se é capaz de passar adiante essa consciência.

 

 

Integrantes do grupo:

 

 Juliana

Lenira

Patrícia

Rogério

Simone

Soliete

Talita

Vanessa

 

Aulas Interativas: ELETIVA SOCIOLOGIA - TEXTO PARA TRABALHO EM GRUPO: PROJETOS DE TRANSVERSALIDADE

Aulas Interativas: ELETIVA SOCIOLOGIA - TEXTO PARA TRABALHO EM GRUPO: PROJETOS DE TRANSVERSALIDADE



quarta-feira, 9 de julho de 2008

Informática na educação

Esse vídeo fala um pouco das mudanças que estão acontecendo no mundo em relação à tecnologia. A educação não pode ficar fora dessas mudanças. É necessário que as escolas também usem o computador como meio de enriquecer e tornar mais interessante suas aulas.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Retirado de: http://www.educacional.com.br/articulistas/betina_bd.asp?codtexto=636

Sete motivos para um professor criar um blog

A intenção é trazer para cá algumas das idéias
que a gente vê perdidas pelo mundo — real ou virtual

(Blog de Nelson Vasconcelos)

Nesse mundo da tecnologia, inventam-se tantas novidades que realmente é difícil acompanhar todas as possibilidades de trabalho que elas abrem para um professor. Recentemente, surgiu mais uma: o blog.

Mas o que vem a ser isso? Trata-se de um site cujo dono usa para fazer registros diários, que podem ser comentados por pessoas em geral ou grupos específicos que utilizam a Internet. Em comparação com um site comum, oferece muito mais possibilidades de interação, pois cada post (texto publicado) pode ser comentado. Comparando-se com um fórum, a discussão, no blog, fica mais centrada nos tópicos sugeridos por quem gerencia a página e, nele, é visualmente mais fácil ir incluindo novos temas de discussão com freqüência para serem comentados.

Esse gênero foi rapidamente assimilado por jovens e adultos do mundo inteiro, em versões pessoais ou profissionais. A novidade é tão recente; e o sucesso, tamanho, que em seis anos, desde o início de sua existência, em 1999, o buscador Google passou a indicar 114 milhões de referências quando se solicita a pesquisa pelo termo “blog”, e, só no Brasil, aparecem 835 mil resultados hoje.

No mundo acadêmico, por sua vez, esse conceito ainda é praticamente desconhecido. O banco de periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) não apresenta nenhuma referência sobre o tema e, mesmo em buscas internacionais, são pouquíssimos os trabalhos a respeito do que se pode fazer com um blog nas escolas. Todas as referências encontradas estão no pé deste artigo.

Não é à toa que tantos jovens e adultos começaram a se divertir publicando suas reflexões e sua rotina e que tantos profissionais, como jornalistas e professores, começaram a entrar em contato com seu público e seus alunos usando esse meio de comunicação. No blog, tudo acontece de uma maneira bastante intuitiva; e não é porque a academia ainda não disse ao professor que ele pode usar um blog que essa forma de comunicação deve ser deixada de lado. Com esse recurso, o educador tem um enorme espaço para explorar uma nova maneira de se comunicar com seus alunos. Vejamos sete motivos pelos quais um professor deveria, de fato, criar um blog.

1- É divertido

É sempre necessário termos um motivo genuíno para fazer algo e, realmente, não há nada que legitime mais uma atividade que o fato de ela ser divertida. Um blog é criado assim: pensou, escreveu. E depois os outros comentam. Rapidamente, o professor vira autor e, ainda por cima, tem o privilégio de ver a reação de seus leitores. Como os blogs costumam ter uma linguagem bem cotidiana, bem gostosa de escrever e de ler, não há compromisso nem necessidade de textos longos, apesar de eles não serem proibidos. Como também é possível inserir imagens nos blogs, o educador tem uma excelente oportunidade de explorar essa linguagem tão atraente para qualquer leitor, o que aumenta ainda mais a diversão. O professor, como qualquer “blogueiro”, rapidamente descobrirá a magia da repercussão de suas palavras digitais e das imagens selecionadas (ou criadas). É possível até que fique “viciado” em fazer posts e ler comentários.

2- Aproxima professor e alunos

Com o hábito de escrever e ter seu texto lido e comentado, não é preciso dizer que se cria um excelente canal de comunicação com os alunos, tantas vezes tão distantes. Além de trocar idéias com a turma, o que é um hábito extremamente saudável para a formação dos estudantes, no blog, o professor faz isso em um meio conhecido por eles, pois muitos costumam se comunicar por meio de seus blogs. Já pensou se eles puderem se comunicar com o seu professor dessa maneira? O professor “blogueiro” certamente se torna um ser mais próximo deles. Talvez, digital, o professor pareça até mais humano.

3- Permite refletir sobre suas colocações

O aspecto mais saudável do blog, e talvez o mais encantador, é que os posts sempre podem ser comentados. Com isso, o professor, como qualquer “blogueiro”, tem inúmeras oportunidades de refletir sobre as suas colocações, o que só lhe trará crescimento pessoal e profissional. A primeira reação de quem passou a vida acreditando que diários devem ser trancados com cadeado, ao compreender o que é um blog, deve ser de horror: “O quê? Diários agora são públicos?”. Mas pensemos por outro lado: que oportunidade maravilhosa poder descobrir o que os outros acham do que dizemos e perceber se as pessoas compreendem o que escrevemos do mesmo modo que nós! Desse modo, podemos refinar o discurso, descobrir o que causa polêmica e o que precisa ser mais bem explicado ao leitor. O professor “blogueiro” certamente começa a refletir mais sobre suas próprias opiniões, o que é uma das práticas mais desejáveis para um mestre em tempos em que se acredita que a construção do conhecimento se dá pelo diálogo.

4- Liga o professor ao mundo

Conectado à modernidade tecnológica e a uma nova maneira de se comunicar com os alunos, o educador também vai acabar conectando-se ainda mais ao mundo em que vive. Isso ocorre concretamente nos blogs por meio dos links (que significam “elos”, em inglês) que ele é convidado a inserir em seu espaço. Os blogs mais modernos reservam espaços para links, e logo o professor “blogueiro” acabará por dar algumas sugestões ali. Ao indicar um link, o professor se conecta ao mundo, pois muito provavelmente deve ter feito uma ou várias pesquisas para descobrir o que lhe interessava. Com essa prática, acaba descobrindo uma novidade ou outra e tornando-se uma pessoa ainda mais interessante. Além disso, o blog será um instrumento para conectar o leitor a fontes de consulta provavelmente interessantes. E assim estamos todos conectados: professor, seus colegas, alunos e mundo.

5- Amplia a aula

Não é preciso dizer que, com tanta conexão possibilitada por um blog, o professor consegue ampliar sua aula. Aquilo que não foi debatido nos 45 minutos que ele tinha reservados para si na escola pode ser explorado com maior profundidade em outro tempo e espaço. Alunos interessados podem aproveitar a oportunidade para pensar mais um pouco sobre o tema, o que nunca faz mal a ninguém. Mesmo que não caia na prova.

6- Permite trocar experiências com colegas

Com um recurso tão divertido em mãos, também é possível que os colegas professores entrem nos blogs uns dos outros. Essa troca de experiências e de reflexões certamente será muito rica. Em um ambiente onde a comunicação entre pares é tão entrecortada e limitada pela disponibilidade de tempo, até professores de turnos, unidades e mesmo escolas diferentes poderão aprender uns com os outros. E tudo isso, muitas vezes, sem a pressão de estarem ali por obrigação. (É claro que os blogs mais divertidos serão os mais visitados. E não precisamos confundir diversão com falta de seriedade profissional.)

7- Torna o trabalho visível

Por fim, para quem gosta de um pouco de publicidade, nada mais interessante que saber que tudo o que é publicado (até mesmo os comentários) no blog fica disponível para quem quiser ver. O professor que possui um blog tem mais possibilidade de ser visto, comentado e conhecido por seu trabalho e suas reflexões. Por que não experimentar a fama pelo menos por algum tempo?

Antes de fazer seu próprio blog, vale a pena consultar as realizações de algumas pessoas comuns ou dos mais variados profissionais. Faça uma busca livre pela Internet para descobrir o que se faz nos blogs pelo mundo afora e (re)invente o seu!

Referências bibliográficas:

DICKINSON, Guy. Weblogs: can they accelerate expertise? Tese de mestrado em Educação da Ultralab, Anglia Polytechnic University, Reino Unido, 2003. Acesso em: 29 jul. 2005.

GENTILE, Paola. Blog: diário (de aprendizagem) na rede. Nova escola, jun./jul. 2004. Acesso em: 29 jul. 2005.

KOMESU, Fabiana Cristina. Blogs e as práticas de escrita sobre si na Internet. In: MARCUSCHI, Luiz Antônio; XAVIER, Antônio Carlos. Hipertexto e gêneros digitais. Rio de Janeiro: Lucerna, 2004.

LEARNING and Leading with Technology. BlogOn, 2005. vol 32, n. 6.

Esse site é bem interessante!

http://br.geocities.com/info_caxias/